Cannibal Holocaust

Para a galerinha hardcore que curte hemoglobina, assistam cannibal holocaust. Delícia sanguinolenta… várias mortes reais de animais, os atores metem a faca nos bichinhos hahahaa. O diretor foi incriminado na Itália,  pessoal careta tentou censurar mas o bagulho é fascinante, nessa era de pirataria o filme conhece uma nova juventude.

Não me entendam mal, o filme é horrível, a atuação não permite o espectador imergir no filme, você nunca esquece que os atores são ex-atores pornôs, mas a tosquice da produção em contraste com a qualidade dos efeitos especias gore dá um gostinho de snuff movie. Os maltratos contra as mulheres e animais é convincente e orgásmíco, os diálogos são dolorosos de ruim mas a dor nos olhos dos índios e animais compensam esses furos cinematográficos. Presente para meus comparsas onanistas da violência! Peace

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A Batalha de Argel / The Battle of Algiers (1966)

Ali La Pointe é um jovem brigão de rua. Na prisão, entra em contato com as forças radicais argelianas e acaba se tornando o líder da Frente de Libertação Nacional (FLN), guerrilha que luta para libertar a Argélia do domínio colonial francês. Com sua habilidade de apresentar os combatentes de ambos os lados (polícia colonialista francesa e rebeldes) como seres humanos multi-dimensionais e não-heróicos, o diretor Gillo Montecorvo faz de seu filme um retrato político extremamente franco.

A falta de recursos, a câmera na mão e a luz difusa fazem com que o filme se pareça com um noticiário – cada ação, cada sacrifício, cada assassinato é tratado com essa mesma aridez noticiária. Assim, uma cena em que uma mulher árabe tem seu véu removido e seu cabelo cortado passa a ser tão brutal e chocante quanto a cena em que a mesma mulher planta uma bomba nas ruas de Argel.

Filme completo com legenda em português:

Violência Gratuita (Funny Games)

“Violência Gratuita” foi filmado por Michael Haneke em 1997 na Áustria, e re-filmado pelo diretor em 2008 nos EUA, usando exatamente os mesmos planos mas com atores americanos, o que gerou uma repercussão mundial maior.

O filme é uma sátira sobre o uso da violência no cinema. Uma família é torturada por dois jovens que aparecem do nada no ambiente pacífico e familiar de uma casa de campo, aparentemente “à procura de ovos”. Eles são muito educados, são educados demais. Desse modo fica claro que a educação é, para eles, uma convenção vazia, da qual eles podem se apropriar para usar os outros.

O primeiro “funny game” é matar o golden retriever com um taco de golfe, depois começam as ameaças ao casal e ao filho.

Há um diálogo no qual os dois jovens se divertem com a sua própria falta de motivo. O pai, desesperado, pergunta porque eles fazem isso. Eles brincam com as respostas, dizem coisas como:  “por causa do meu vazio existencial”, “porque sou adotado”, ou “porque não?”.

O filme diz ao público: Essa violência é puro entretenimento, e mesmo assim vocês gostam. Os jovens que invadem a casa às vezes sorriem ou piscam pra câmera, e em certo momento do filme apontam para as vítimas e dizem: “vocês estão torcendo pra eles, não estão?”.

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Haneke brinca com a manipulação cinematográfica durante o filme todo.

The Holy Mountain (1973) – Mysticism and Symbology / Misticismo e simbologia

Jodorowski é um chileno doidão que faz uns filmes esotéricos muito bons, ele cria umas situações non-sense psicodélicas muito intensas. Em alguns momentos ele nos dá a impressão que o filme tem um sentido secreto, mas destrói essa impressão com cenas tão estranhas que deixam o espectador perplexo.

Holy Mountain tem uma cena em que um alquimista, o próprio Jodorowski diz  “You are excrement. You can change yourself into gold.” Assistam esse filme na esperança de atingir essa meta.

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Jodorowski is a crazy director from Chile – he’s able to incorporate nonsenses and a psychedelic vibe into a variety of intense scenes. In a couple of moments we get the impression that the movie has a sense of secretiveness to it, but this idea quickly vanishes as we’re exposed to strange and in-your-face sequences that leave us perplexed.

In a certain point, one of the characters says: “”You are excrement. You can change yourself into gold.”. Watch this movie hoping to reach this very same goal 😉

Sangue de groselha, armas de brinquedo – Bad Taste (1987)

Bad Taste (1987) é o primeiro filme longa-metragem de Peter Jackson. O filme trata da história de uma pequena cidade que é invadida por extraterrestres que estão em busca de carne humana para abastecer uma rede planetária de fast-foods. Sangue de groselha e armas de brinquedo não faltam. Os personagens ainda não transformados em zumbis tem comportamento bizarro, nerds sociopatas que vivem em uma realidade paralela.

Pra quem gosta de filme trash, com violência grosseira, Bad Taste é uma ótima pedida!

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Bad Taste (1987) is Peter Jackson’s first film. It’s set in a small town invaded by human flesh stockers – extraterrestrial beings who are after some supply for a planetary fast-food chain. Black currant juice blood and plastic guns are just a part of it! The characters who are yet to become zombies have a bizarre vibe to them, kinda like nerdy sociopaths who live in a parallel reality.

For those of you who LOVE trashy and boorish movies, Bad Taste is just the right pick!

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“Bellflower” (Evan Glodell)

Bellflower é um filme independente estadunidense, lançado em 2011. Os personagens são caóticos e ferozes, e o roteiro insiste em provocar uma experiência desagradável e antagônica.

Conhecemos a história de Aiden e Woodrow, dois amigos que deixam seus lares no Wisconsin para trás e migram para uma cidade californiana. Na esperança de que um apocalipse global varra a terra e abra espaço para sua gang imaginária, a “Mother Medusa”, usam seu tempo livre para construir lança-chamas e aperfeiçoar um carro motorizado capaz de atravessar as paisagens desoladas e pós-humanas de uma terra inóspita. Enquanto esperam pelo fim do mundo, se atrelam a diferentes círculos sociais e estabelecem um novo grupo de amigos, iniciando uma jornada turbulenta e marcada por manifestações do ódio, do amor, da infidelidade e de uma violência tão devastadora e inflamada quanto suas fantasias apocalípticas.

Uma noite, no bar, Woodrow chama a atenção de Milly, uma garota espirituosa e imprevisível que o desafia comendo grilos. Eles logo so tornam mais íntimos, apesar de ela alertá-lo para não se aproximar demais: “Vou te machucar, não consigo me segurar”. Mas Woodrow já está muito envolvido. Logo que começa a estabelecer uma relação mais concreta, descobre que ela o trái e cai num fosso de desespero e tristeza. A segunda metade do filme traz Woodrow abrangendo a linha entre a fantasia e a realidade, entrando em um looping furioso e pessoalmente catastrófico onde ele literalmente alimenta sua ira vingativa, saindo pelas ruas e queimando tudo que vê pela frente. Ocorre então o clímax da trama, seguido de sua conclusão.

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Bellflower is an American indie movie released in 2011. Its characters are just very ferocious – their minds, chaotic. The script insists on provoking an antagonistic experience that is purposefully unpleasant.

We get to know the story of Aiden and Woodrow, two friends who leave their lairs in Wisconsin behind and migrate to a suburban California citadel. Hoping that a global apocalypse swipes the face of the earth and clears up space for their imaginary gang, “Mother Medusa”, they invest almost all of their free time trying to build flame-throwers and refining their motorized super-car, capable of crossing the most desolate landscapes of the future inhospitable, post-human Earth. While they wait for the end of the world, new social bonds take place, as a new journey marked by various manifestations of hatred, love, infidelity and a violence as inflamed and corrupting as their apocalyptic fantasies unveils.

One night, at the bar, Woodrow gets noticed by Milly, a spirituous and unpredictable girl who challenges him in a cricket-eating competition. They get to know each other a little more despite of her constant warnings – “I’m going to heart you, and I’m not going to be able to stop myself from doing it”. But Woodrow is already eluded. As soon as their relationship starts to gain graspable proportions, the guy finds out she’s cheating on him. From that point on, he falls into an endless whole of sadness and instability. The second half of the film brings Woodrow entering a furious and catastrophic loop where he feeds his revengeful angel non-stop, literally going out on the streets and burning everything he sees in front of him.

Then the climax takes place, followed by a raw conclusion.

Trailer do filme

“Lua de Fel / Bitter Moon” (Roman Polanski)

Lua de Fel é um filme excepcional de 1992. É excepcional porque alcança os extremos de uma relação amorosa. Polanski não coloca empecilhos entre o casal principal, a não ser eles mesmos.

O começo da vida desse casal junto, Oscar e Mimi, é permeado de afeto, e é uma narrativa interessante, porque parece que ao longo do tempo o sexo dissolve o afeto – experiências sexuais intensas abrem caminhos para o desprezo, a violência e a humilhação. Há depois a sensação de esgotamento, Oscar sabe que Mimi é fantástica e, ainda assim, beijar a boca dela parece apagar um cigarro no filtro.

Daí a violência amorosa fica ainda maior.

O que é  um pouco bonito nessa lama é que nesta violência é possível haver de novo a intimidade, como se a relação desse uma volta extremamente cansativa de 360o.

Mas eles voltam  para o começo mais cínicos, mais amargos, mais tristes e mais velhos. Mimi empurrando Oscar numa cadeira de rodas. O filme começa assim. Os dois num cruzeiro cafona presos um ao outro, com amor e ódio, tentando seduzir outro casal tripulante do navio com a história deles; como um pedido de socorro que é uma piada, porque eles sabem que não podem ser socorridos.

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Bitter Moon (1992) is an exceptional movie. It is exceptional because it reaches the highest extremes of love and relationships. Polanski does not create any artificial barriers between Oscar and Mimi, the main characters – non besides the one that already exists between both of their selves.

The beginning of Oscar and Mimi’s love life is permeated by affect, and it brings an interesting narrative. As time passes, sex seems to dissolve that very same old affection. Intense sexual experiences shed a light for despise, violence and humiliation. After that, we’re filled with a sense of emptiness that is emanated from their interactions. Oscar, for instance, knows that Mimi is an awesome girl – still, kissing her seems more like finishing a cigarette right at the filter.

The romantic violence increases even more.

Amongst this dirty mug of violence, there is one element of beauty: the fact that intimacy is never far from their reach. The dynamics of the relationship are just like an endless, wearing 360 degrees spin.

But they get back to the start as cynical, bitter, sad and old as ever before. Mimi pulls Oscar in a wheelchair. That’s how the film begins. They’re both in a tacky cruise, stuck in each other, filled with love and hatred, trying to seduce another couple that is also aboard. They approach them telling a personal story – a cry for help, a joke: they know they cant be saved.

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“Jesus Camp” (2006)

“Jesus Camp” é um documentário estadunidense que acompanha Becky Fischer, uma líder evangélica do estado do Kansas em seu projeto que envolve o doutrinamento de crianças através de práticas fundamentalistas. O discurso de Becky é um instrumento a serviço do poder da igreja evangélica extremista norte-americana.

Trata-se de um excelente exemplo de como a linguagem pode ser violenta, pois, Becky, de forma extremamente agressiva, assemelhando-se a um líder fascista, manipula crianças muito novas a fim de aumentar seu “exército da fé”. Vale a pena ressaltar que, a violência não se dá apenas na forma do discurso, mas também em seu conteúdo, ou seja,  Becky prega comportamentos violentos, tendo em vista que divulga positivamente a Guerra do Iraque, além de incentivar o preconceito a tudo aquilo que foge do comum.

“Jesus Camp” é um filme impressionante, não parece ser real o modo como a líder extremista lida com crianças ainda em processo de aprendizado.

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Jesus Camp is an American documentary following fundamentalist Becky Fisher, an evangelical leader from the state of Kansas, in her project to indoctrinate children. Her discourse is an instrument fully in service of the power of the extremist evangelic church in the United States.

It is an excellent example to demonstrate how language can be dangerous, exposing Becky as she manipulates very young children, willing to increase her “army of faith” in a maneuver that is very similar to those used by the fascist leaders. It’s important to stress that the violence is not only found on the discourse itself, but also in its content – that means, Becky encourages violent ideologies. She proudly promotes the war in Iraq, and at the same time applauds the prejudice against anything uncommon.

 

Jesus Camp is an impressive experience, it doesn’t seem real the way she treats these innocent kids, while they live the most important stage of their lives.

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“C’est arrivé prés de chez vous / Aconteceu perto da sua casa” (Rémy Belvaux, André Bonzel, Benoît Poelvoorde)

Poelvoorde no seu papel mais emblemático. Matador de sangue frio, para economizar uma bala prefere urrar no ouvido de uma velha e matá-la do coração. Liga o foda-se, anda por aí, mata mulher e criança, às vezes se arrepende, às vezes divaga sobre arte, liberdade, e amor.  Um filme ácido que choca por sua indiferença. O personagem racista, machista e cínico mata profissionalmente, levando suas indignações burguesas ao grau máximo. Um mockumentary que mostra a equipe de filmagem em uma espiral de loucura, participando cada vez mais das atividades de seu sujeito. Filme de baixo orçamento cômico e triste.

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Poelvoodre in his most emblematic role. Cold-blooded killer, he prefers killing a granny by shouting hard at her ears and giving her a heart-attack, rather than shooting her. This way, he saves a bullet. He doesn’t give a fuck about anything – hangs around, kills women and children, sometimes feels regret, sometimes wonders about art, freedom and love. The film is just acid – shocks with its indifference toward everything. The character is a racist, sexist, cynical man who kills masterfully, taking his bourgeoisie frustrations to their highest consequences. A low-budget mockumentary that is compelled to shamelessly expose the filming crew and their spiral of madness to the audience. Sad and comical, all at the same time.

“Irreversível” (Irréversible)

Irreversível (Irréversible), filme dirigido por Gaspar Noé, mostra a história de uma mulher que é violentada em um beco do metrô, e, por isso, seu atual namorado, que está junto do ex-namorado daquela mulher, vai em busca do estuprador para se vingar. A atmosfera criada pelo diretor é extremamente desconfortável, pois nos colocamos no lugar dos personagens e tentamos entender o que eles estão buscando. Isso se deve a um aspecto formal importantes do filme: ele se passa de trás para frente, ou seja, a primeira cena é a última, a segunda a penúltima e assim por diante. Desse modo, esse suspense prende a atenção do espectador. A violência do filme é brutal e chocante, não há espaço para respiros. O diretor optou pelo choque dos espectadores, mostrando, por exemplo, uma cabeça sendo esmagada com diversos golpes de extintor.

Irreversível é violento não apenas em relação à questão temática, mas também em relação à formal, tendo em vista que a montagem, até certo ponto,  choca o espectador, fugindo do convencional.

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Irreversible, directed by Gaspar Noé, brings the story of a woman who’s raped in a underground alleyway – this makes her boyfriend (who’s at that moment together with her ex-boyfriend) go after the molester to quaint his revengeful thirst. Noé creates an overly unpleasant atmosphere, and that proceeds because we put ourselves in the characters’ heads and try to understand exactly what it is that they’re looking after. There’s an important outward aspect to the movie: the plot rolls backwards. That means that he first scene is actually the last, and the second scene is actually the second-to-last, and so on. The suspense gets the spectator’s eyes paralyzed toward the screen.  Its violence is very shocking, brutal – there’re hardy any gaps for breaths of relief. The director’s sensationalism is confirmed in a scene in which a character crushes a guy’s skull, hitting repeatedly with a fire extinguisher.

This film is violent not only as far as the theme is concerned – its formal outlay purposefully shocks with a completely unconventional editing perspective, one that is very fresh in terms of cinematography.

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“Opening Night” (John Cassavetes)

O filme acompanha os bastidores de uma peça de teatro. Numa das primeiras cenas, vemos o cenário da peça: uma casa de dois andares, e um casal interpretado por Gena Rowland e o próprio Cassavetes (que eram casados de fato fora do cinema). A peça parece leve, mas é possível sentir que algo está faltando. A atriz parece estar fora de si mesma, distante.

Uma violência que não é mencionada nem explicitada, mas que existe na peça enquanto narrativa, incomoda cada vez mais a personagem de Gena Rowland, Myrtle Gordon, até tomar conta dela sob a forma de uma crise com alucinações. O roteiro da peça é sobre a velhice, e Myrtle preocupa-se com a repercussão que interpretar uma personagem que está ficando velha pode trazer para a sua carreira, que está no auge. Mas não é só o fato de a personagem estar envelhecendo, mas de como isso se dá na peça, de uma forma dura, a sensação sempre presente de que o tempo dela passou, de que é muito tarde, “too late” nas palavras da roteirista (por volta de dez anos mais velha do que Myrtle), e o remorso.

Myrtle procura sua personagem mas não a encontra na sua realidade. “She’s a nothing.” – ela diz ao diretor. Começa então a mudar as linhas do texto nas apresentações, procura subverter a peça mas se afunda cada vez mais no dilema do envelhecimento (ela que também não se casou nem teve filhos). Num dos ensaios diz: “I think I lost the reality of the reality.”

Na noite de estréia de um grande e importante teatro, Myrtle some durante a tarde e aparece no teatro cambaleando de bêbada, na hora do início da peça.

Há por fim um improviso muito bonito entre o casal, no qual eles acham uma especie de sintonia e conseguem abordar com humor o inevitável de estarem ficando velhos. Assim o papel de Myrtle se fundamenta em um (atriz e personagem) e ganha muita força, pela primeira vez.

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The film follows the backstage activity at a play. We get to see the play’s scenary already in one of the first scenes: a two-floored house, and a couple played by Gena Rowland and John Cassavetes himself (in fact, they were married in real life, too). The play appears to be very light, but the sensation that something is missing lingers. The actress seems to be just out of it, very distant.

Myrtle Gordon, the character played by Gena Rowland, starts to get more and more annoyed by a sort of hovering violence which is neither mentioned nor explicated. It bothers her to the point that she starts undergoing a personal crisis getting paranoid reactions in form of hallucinations. The violence mentioned above is in-existent throughout the play’s actual script, which actually focuses on old age, taking into consideration that playing such an old character can bring negative repercussions to her career (which is at that period of time in its pinnacle). All of this happens not only because the character is aging and getting regretful before her life, but because of the way this process is actually shown: in a very, very harsh, cruel way that seems to emphasize that her time is gone, that “It is too late”.

Myrtle Looks for her character but can’t get a grip on reality. “She’s nothing.” – she says to the director. She then starts to change her lines at the introductions, trying to subvert the play as a subterfuge, but ends up facing the dilemma of old age (she who didn’t get married nor had any children). During one of the rehearsal, she says: “I think I lost the reality of the reality.”.

At a certain point, we see Myrtle disappearing from the theater for a whole afternoon, to show up reeling, excessively drunk, only minutes before the first opening of the play.

At the end, there’s a very warm improvisatory sequence  between the couple, during which they find a sort of tune with each other, as they approach the inevitable fact that they are getting old with a very humorous attitude. This time, Myrtle’s character resumes itself into one (actress and character), gaining an unprecedented strength.

link do filme:

Violencine: facetas da violência no cinema

Sejam bem vindos ao blog Violencine!

Esperamos dar boas dicas de filmes, que abordem aspectos estéticos, temáticos e narrativos.

O tema que direciona nossa seleção é a violência, seja ela física, psicológica, estética, conceitual, visceral, banal – explícita ou implícita. É preciso estar claro que nosso foco são filmes que admiramos, e que, portanto, acreditamos que tragam a tona questões interessantes sobre o tema.

Violência: 1. qualidade do que é violento 2. ação ou efeito de empregar força física ou intimidação moral contra; ato violento 3. exercício injusto, geralmente ilegal, de força ou de poder 4. força súbita que se faz sentir com intensidade; fúria, veemência 5. constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém, para obriga-lo a submeter-se à vontade de outrem; coação 6. cerceamento da justiça e do direito; opressão, tirania     ETM lat. violentia ‘violência, impetuosidade’

Obrigada pela visita!

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“Eros + Massacre” (Yoshishige Yoshida)

Hoje nosso blog traz uma breve análise a respeito do polêmico filme anti-imperialista japonês “Eros+Massacre” – imperdível pra quem aprecia narrativas agressivas e personagens com um quê de decadência. O filme relata a trajetória do famoso anarquista Sakae Osugi, morto pelas autoridades japonesas logo após o terremoto que abalou Tóquio em 1923. A história é contada através da ótica de três mulheres: Yasuko, sua esposa, Itsuko, sua segunda esposa, e Noe Ito, a amante. Enuncia-se também uma trama paralela, numa Tóquio já moderna – essa porção da história apresenta um casal de estudantes inquietos e ambivalentes, em suas constantes discussões acerca do amor livre e do caos.

O titulo em sí já evoca o domínio do conflito entre o amor e a morte, noção que é levada à diante e elevada à graus expressivos ao decorrer de todo o filme – os personagens contemplam o assassinato, discutem sobre o suicídio e, é claro, praticam sexo vigorosa e repetidamente em cenas bastante irreverentes. Tudo isso à luz de uma atmosfera [intencionalmente] nuclear e apocalíptica, que dialoga com as crises naturais e os escândalos políticos que o Japão enfrentava na época.

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Today I’ll write a brief analysis regarding the polemic inti-imperialista Japanese movie “Eros+Massacre” – a must-watch for those of you who appreciate aggressive plots and characters with a touch of decay. The film reports the trajectory of famous anarchist Sakae Osugi, killed by the Japanese authorities right after Tokyo underwent the 1923 earthquake. The story is told though the optics of three different women: Yasuko, his wife, Itsuko, his second wife, and Noe Ito, the lover. There’s also a plot set in parallel to this one, in an already modernized Tokyo – this portion of the story shows a couple of ambivalent, rebel students and their constant discussions about free love and chaos.

The title itself already evokes the realm of the conflict surfacing love and death, a notion that is held throughout the whole movie – the characters contemplate murder, suicide, and frequently get into vigorous sexual intercourse in very irreverent scenes. Everything emerged in a nuclear, apocalyptic atmosphere that sustains a dialogue with the natural crisis and the political scandals faced by Japan at that time.

 

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Segue o link do filme: